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Que Sta Sara abençoe nossos caminhos!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

O Baralho comum e suas diversas cartomancias (1)

 

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Chromolithographed trade card (for Dr. Jayne's Tonic Vermifuge), "The Gipsy [sic] Fortune-Teller" (circa 1880s).

Com frequencia recebo comentários no Blog perguntando sobre a cartomancia com as cartas do baralho comum. O motivo é que ao visitar sites ou comprar livros para estudo, encontramos uma falta de similaridade entre os significados atribuidos aos naipes e as próprias cartas e isso gera a maior confusão!

O livro A está certo, ou seria o livro B? Cada livro conta sua “verdade”?

Devo usar todas as cartas do baralho, incluo os coringas ou não? O que devo escolher, usar o Ás, Rei, Rainha , Valete, 10, 9, 8 e 7 como A.E Waite nos sugere no método frances ou como no italiano segundo P.R.S.Foli nos recomenda?

Como não ficar confusos quando ao abrir livros diferentes vemos conceitos praticamente contraditórios entre os significados e muito estranhamente alguns livros persistem em afirmar que o 9 de copas é a carta do grande desejo?

A mesma confusão se faz ver nos simbolismos dos naipes que representam valores diferentes segundo a visão do autor, pois trazem o histórico do passado onde vivíamos separados por classes sociais distintas com papéis bem definidos.

Como pesquiso sobre a cartomancia com as cartas de jogar, me deparo com muita frequencia com essa origem incerta das cartas (China, Egito, India?) e o momento em que elas se tornam fonte de previsões.

Seu passado e origem se perdem na história do tempo e de certa forma se popularizou tanto mundo afora que vemos sempre nas obras de arte as cartomantes com frequencia diante de um maço de cartas de jogar, não o tarot e muito menos o Lenormand.

O custo das cartas comuns era e ainda é mais baixo, e em todas as casas temos um baralho, nem que seja para uso recreativo.

 

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Fortune Teller, Female Artists, Famous Artists, Maurice Utrillo, Future Unveiledaka, Valadon Suzanne Artist, Artist S Model, Women Artists

Sem me aprofundar muito, posso dizer que além das questões regionais e da própria forma de ensinar a cartomancia antiga, tipo “boca – ouvido” onde o neófito assistia as leituras de seus familiares passivamente, e a sua melhor escola era a sua própria tradição familiar, muito se confundiu e se perdeu ao passar a “arte” de um para o outro.

Nem sempre os conceitos eram colocados com um critério lógico, muito se abstraia da própria intuição e há quem diga como o respeitavel Dr. Martello que em muitos casos a arte de ler as cartas era passada intencionalmente errada, pois quando a cartomancia passou a ser algo rentável, muitos desejaram aprender, e no ato de ensinar , propositalmente conceitos eram passados de forma errada, e  muitos significados foram adulterados nesse processo.

Independente de onde esteja a “verdade” e o que possamos considerar “certo” , a cartomancia com o baralho comum é certeira, e direta. Sem muitos enfeites e floreios ela não conta com imagens artisticas, nem grandes eventos simbólicos, mas é perita em retratar as cenas do cotidiano em linguagem simples que não deixa dúvidas.

Eu tenho muitos livros de cartomancia brasileros e não me identifico com nenhum deles. Entendo que é necessário que os significados “conversem” com sua ancestralidade e seu psiquismo. Quando batemos os olhos num determinado estilo de leitura e ele faz sentido para nós, ai a mágica acontece.

Por isso respeito muito cada tipo de cartomancia com as cartas de jogar, pois cada uma conta uma estória diferente, vem de uma linhagem diferente, com sua carga de experiencias e egrégora próprias.

Meu encontro fundamental e apaixonante foi com a cartomancia Hedgewhitchery, sobre ela tenho falado aqui no blog. Simples, os naipes e seus simbolos fizeram sentido para mim, segue uma ordem numerológica coerente para minha leitura e tudo funciona bem quando uso as cartas.

Esse método vem a ser bastante parecido com o do Dr Leo Martello no que diz respeito aos significados, e também encontrei na cartomancia de Kapherus, num dos grupos de estudo que ele administrava, um entendimento e um conhecimento que me ajudaram a caminhar nessa direção.

Hoje temos livros importados bem interessantes, mas como em toda cartomancia há que ter amor, muita dedicação, e muita prática para que as cartas comecem a conversar e trazer seu sentido.

Se por acaso você encontrou um livro com significados que fizeram sentido para você, sugiro que estude com afinco, treine muito e experimente os resultados antes de abandona-los.

Não menospreze nada que não faça sentido num primeiro momento, até porque a cartomancia com o baralho comum não pretende ser sofisticada, nem ter um linguajar de estilo. É bem simples. Muitas pessoas que mal sabiam as letras eram peritas em manejar as cartas e sabia como ninguém a arte de ver o futuro.

À Elas e Eles que vieram antes de nós faço minha reverencia sincera!

Boa cartomancia para todos!

BJuss

 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Sibilla Della Zingara – Emanuel J Santos

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DO ORÁCULO A PARTIR DA HISTORIA DA ARTE

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É com muita alegria que acompanho o trabalho do meu querido amigo Emanuel J Santos. Não fosse as boas horas de leitura que já vivenciei em seu Blog Conversas Cartomânticas experimentando bons momentos com vários tipos de oráculos, agora tenho a alegria de ver nascer um  livro que me parece  ser o primeiro de muitos, uma parte de um trabalho que certamente nos dará muitos frutos no futuro.

Digo isso com a certeza de quem acompanha o Emanuel e sua férrea vontade de adentrar nos detalhes da obra. Essa herança que traz das vivências acadêmicas, que mistura a História, a Arte e as Letras nos ares benfazejos das Minas Gerais.

Achei genial visitar a Sibilla Della Zingara passeando pelos pinceis de diversos artistas e nos provando que a vida imita a arte… ou a arte imita a vida?

O fato é que as emoções e dilemas humanos estão ali desafiados pelo olhar crítico do autor, que encontrou nos segmentos da arte,  as definições objetivas para quem quer dar um passo além na compreensao cartomântica de ler a Sibilla.

Além dessa viagem pelo tempo, desfilando as cartas do baralho, o leitor encontrará as estruturas de leitura bem definidas, o que faz falta para quem deseja conhcer o oráculo, além de bem claro as estruturas de estudo que são nossa bússula sempre que nos aventuramos a conhcer um novo oráculo.

Vejo com muito bons olhos  essa vontade de pesquisa que acompanha os trabalhos do Emanuel e sinto que sua sensibilidade nos trará sempre algo novo a acrescentar como dado que fortalece a estrutura da cartomancia e torna nossa arte de ler ainda mais nobre e bela.

Se existe algo que nos salva o futuro, certamente esse algo é a arte e quando ela se encontra com as cartas, só posso dizer: muito obrigada!

Parabens pelo seu trabalho querido amigo!

O livro Sibilla Della Zingara – Emanuel J Santos encontra-se disponivel no link abaixo.

https://agbook.com.br/book/209466--Sibilla_Della_Zingara